Votos dados aos eleitos para uma vaga na Câmara Municipal também ficaram mais caros

Levantamento realizado pelo Observatório Social do Brasil-Limeira mostra que o custo de cada voto que os eleitores limeirenses depositaram para os candidatos a prefeito nas eleições de 2020 subiu 54,14% quando comparado ao pleito de 2016. Os dados levam em conta apenas o 1º turno, já que, na eleição anterior, não ocorreu o 2º, impossibilitando a comparação.

É preciso salientar ainda que, no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aparece mensagem de que não há prestação de contas de Murilo Félix (PODEMOS) apresentada à Justiça Eleitoral até a presente data e não há dados relativos aos gastos da campanha de Clayton Silva (PTC). Portanto, os cálculos do OSB-Limeira levaram em conta as despesas de nove dos 11 candidatos, mas os votos dados a todos eles. Ou seja, se os gastos de Félix e Silva estivessem disponíveis, o custo por voto poderia ser ainda maior.

A somatória de despesas de campanha declaradas pelos candidatos a prefeito de Limeira neste ano foi de R$ 1.925.725,87. Como foram dados 139.988 votos válidos para os postulantes ao cargo, cada um deles custou em média R$ 13,76 aos cofres públicos. Há quatro anos, as campanhas até o 1º turno tiveram a somatória de R$ 1.251.242,00 para um total de 140.201 votos válidos. Ou seja, cada um deles representou em média R$ 8,92.

PARA VEREADORES TAMBÉM

O custo do voto para vereadores também aumentou na comparação entre as duas últimas eleições municipais, na ordem de 20,25%. Em 2020, as campanhas dos candidatos que conquistaram as 21 vagas no Legislativo de Limeira custaram R$ 433.871,60. Considerando o total de 33.621 votos válidos atribuídos apenas aos eleitos, conclui-se que cada um custou em média R$ 12,90. Em 2016, a somatória de gastos de campanha dos 21 candidatos eleitos custou R$ 385.434,41. Assim, cada um dos 35.915 votos válidos custou R$ 10,73 à época.

Em 2016, Limeira contava com um total de 212.570 eleitores. Neste ano, esse número é de 226.627, ou seja, 6,61% maior. E aí surge um dado preocupante: há quatro anos, foram registradas 44.325 abstenções, contra 63.333 de 2020, gerando um aumento de 42,88%. “Diante disso, a pergunta que fica é: por que esse desinteresse do cidadão em eleger seus governantes?”, questiona Luciano Faber, presidente eleito do OSB-Limeira para o biênio 2021-2022. “É preciso ter em mente que quem não vota será governado pelos que foram eleitos por quem exerceu sua cidadania”.

Com uma abstenção tão alta, apesar de haver aumento no números de eleitores, os votos válidos também caíram, passando de 140.201 em 2016 para 139.988 em 2020, portanto, 0,15% a menos. Votos brancos também diminuíram (de 9.843 para 9.397, ou 4,53%), assim como os nulos (de 18.201 para 13.909, ou 23,58%).

SOBRE O OSB

O OSB é um espaço para o exercício da cidadania, democrático e apartidário, e que já se encontra presente em 150 municípios de 17 Estados brasileiros. Atua na prevenção da corrupção, controle e monitoramento dos gastos públicos, utilizando uma metodologia padronizada, com o objetivo de contribuir para a melhoria da gestão pública.

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