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Inelegibilidade: entenda as condições que levam o cidadão a perder o direito de ser votado

Casos em que políticos não podem disputar eleições estão previstos na Constituição

Com alguma frequência, a imprensa noticia que este ou aquele político está ameaçado de se tornar inelegível. Mas nem todos compreendem exatamente o que pressupõe a inelegibilidade. Vamos entender quando e como ela se aplica?

Em seu artigo 14º, a Constituição Federal prevê casos de inelegibilidade, ou seja, condições em que uma pessoa não pode ser eleita a um cargo público. No parágrafo 9º desse artigo, consta que, por Lei Complementar, podem ser criadas outras hipóteses de inelegibilidade.

A Lei Complementar nº 64/1990, chamada de Lei de Inelegibilidade, por exemplo, estabeleceu alguns casos de inelegibilidade, além de seus prazos de duração. E a Lei Complementar nº 135/2010, mais conhecida como “Lei Ficha Limpa”, incluiu novas situações para a impossibilidade de se eleger.

De acordo com essa lei, ficam inelegíveis por oito anos pessoas que tiveram o mandato cassado, renunciaram como forma de fugir da cassação e foram condenados por decisão de órgão colegiado em 2ª instância, entre outras possibilidades.

Importante destacar que a inelegibilidade é o impedimento temporário de que determinado cidadão seja votado em alguma eleição. Essa punição não atinge outros direitos políticos, como o de votar e o de participar de partidos políticos.

A inelegibilidade pode ser:

👉 Absoluta: nos casos em que proíbe a candidatura às eleições em geral
👉 Relativa: quando impossibilita a candidatura a determinado mandato eletivo. Por exemplo, quando proíbe a segunda reeleição para cargos executivos como de prefeito, governador de estado ou presidente da República.

A finalidade da inelegibilidade é proteger os processos eleitorais da influência do poder econômico e do abuso do exercício de função, cargo ou emprego na administração pública direta e indireta.

Busca, deste modo, a probidade administrativa e a moralidade durante o exercício do mandato.

Pela 1ª vez na história do Brasil, abstenção no 2º turno foi menor que no 1º

Lula venceu Bolsonaro na disputa pela Presidência em eleição acirradíssima

O presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se enfrentaram no dia 30 de outubro em uma das eleições mais acirradas que o mundo já viu. Num país polarizado, cada voto teve peso importantíssimo nesse 2º turno do pleito para presidente da República. O resultado final deu a vitória ao petista por uma diferença bastante apertada, de 1,8 ponto percentual, o que equivale a pouco mais de 2 milhões de votos válidos.

Essa polarização resultou em um cenário inédito no país: a abstenção no 2º turno (20,56%) foi menor do que no 1º (20,95%), representando 570,4 mil votantes a mais de um turno para o outro. Essa foi menor taxa em um 2º turno desde 2006, quando Lula derrotou Geraldo Alckmin (à época no PSDB e hoje vice-presidente eleito). Naquele pleito, 18,99% dos eleitores deixaram de votar. Por outro lado, a abstenção no 1º turno deste ano foi a maior da história: cerca de 32,7 milhões dos 156 milhões de eleitores aptos não foram às suas seções eleitorais.

O Tribunal Superior Eleitoral também chamou a atenção para outro dado: a diminuição dos votos brancos e nulos. Com isso, 75,86% do eleitorado efetivamente escolheu um dos dois candidatos a presidente. A seguir, outras informações interessantes sobre essas eleições.

👉🏻 Lula se tornou o 1º presidente na história do Brasil a ser escolhido para o cargo três vezes pelo voto direto – ele já havia sido eleito em 2002 e 2006.

👉🏻 A abstenção da região Nordeste foi menor do que a média nacional, diminuindo do 1º para o 2º turnos (caiu de 19,53% para 19,29%.).

👉🏻 Em sua região natal, o petista garantiu a vitória angariando praticamente 7 a cada 10 votos para presidente.

👉🏻 Os 60 milhões de votos dados a Lula são menos que a soma dos 58 milhões que escolheram Bolsonaro e dos quase 4 milhões que votaram nulo.

👉🏻 Minas Gerais foi o único Estado do sudeste onde Lula venceu, mantendo a tradição de que quem sai vitorioso nas urnas mineiras, ganha também no país.

👉🏻 O TSE informou que a diplomação dos candidatos eleitos deve ocorrer até 19 de dezembro, conforme a legislação eleitoral. Porém, a data da cerimônia de diplomação de Lula e Alckmin ainda não foi marcada.

👉🏻 Os eleitos para os cargos de governador, senador, deputado federal, estadual e distrital serão diplomados pelos tribunais regionais eleitorais (TREs), sediados nos 26 Estados e no Distrito Federal. A data-limite também é 19 de dezembro.

👉🏻 O presidente da República e os governadores tomarão posse em 1º de janeiro. A posse dos parlamentares eleitos será em 1º de fevereiro.

Você conhece as atribuições e a importância do Tribunal Superior Eleitoral?

Composta por sete ministros, Corte tem papel democrático fundamental

Criado em 1932, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é o órgão máximo da Justiça Eleitoral brasileira. Suas principais competências estão fixadas pela Constituição Federal e pelo Código Eleitoral. Entre elas, estão coordenar os trabalhos eleitorais do país e realizar a diplomação do presidente e do vice-presidente da República.

Também cabe à Corte Eleitoral julgar recursos interpostos contra as decisões dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e responder às consultas sobre matéria eleitoral feitas por autoridades com jurisdição federal ou órgão nacional de partido político.

O TSE tem ação conjunta com os TREs, que são os responsáveis diretos pela administração do processo eleitoral nos estados e nos municípios.

Sete ministros compõem a Corte, sendo três oriundos do Supremo Tribunal Federal (STF), dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois representantes da classe dos juristas, que devem ser advogados com notável saber jurídico e idoneidade. O presidente e o vice são do STF, enquanto a Corregedoria-Geral da Justiça Eleitoral (CGE) é exercida por um ministro do STJ.

O TSE exerce função fundamental na construção e no exercício da democracia brasileira. Algumas das suas atribuições são:

👉🏻 Ação de impugnação de registro de candidatura
👉🏻 Recurso contra expedição de diploma
👉🏻 Ação de investigação judicial eleitoral
👉🏻 Ação de impugnação de mandato eletivo
👉🏻 Prestação de contas eleitorais e partidárias

Saiba mais sobre a Corte Eleitoral aqui.

Com ação do OSB-Limeira, emissão de títulos para faixa etária entre 16 e 17 anos cresce 120% na cidade

Jovens alistados para votar em outubro agora representam 18% do total, contra 8% de dois meses atrás

A campanha O Jovem na Democracia, que o Observatório Social do Brasil – Limeira realizou entre os dias 4 de abril e 4 de maio em escolas de ensino médio da cidade, conseguiu importante avanço para ampliar a participação dos jovens nas eleições de outubro. A iniciativa alcançou seus objetivos, que foram elevar a quantidade de títulos de eleitor emitidos para cidadãos de 16 e 17 anos em Limeira e conscientizar essa faixa etária sobre a importância do voto.

Os voluntários da instituição visitaram escolas estaduais e particulares ministrando palestras e levando material de divulgação da Justiça Eleitoral para ampliar junto aos estudantes a consciência de que as eleições diretas são um pilar essencial da democracia. “Podemos dizer que o OSB-Limeira contribuiu intensamente com o aumento de 120% no número de títulos emitidos para jovens de 16 a 17 anos durante o mês de abril”, avalia Luciano Faber, presidente do Conselho de Administração da instituição.

No final de março, início das ações junto às escolas, eram apenas 1.129 jovens alistados, o que representa 8,2% da população nessa faixa etária. Em 4 de maio, quando terminou o prazo para o alistamento eleitoral, o número saltou para 2.486, correspondendo a 18% dos limeirenses entre 16 e 17 anos, para os quais o voto é facultativo. “Isso significa que os jovens estão percebendo a importância das eleições e vêm atendendo ao chamado da cidadania para que participem mais ativamente das decisões democráticas que atingem a vida de todos”, destaca Faber.

203 MIL ELEITORES

Entre janeiro e 4 de maio, 7.213 títulos foram emitidos ou regularizados nas duas zonas eleitorais de Limeira, a 66 e a 399. Desse total, mais da metade corresponde a jovens de 16 a 20 anos que estão se apresentando pela primeira vez às urnas. Limeira terá 203 mil eleitores habilitados para as eleições de 2022. Vale lembrar que a Justiça Eleitoral realizou uma campanha junto à grande mídia para incentivar os brasileiros a realizar o alistamento eleitoral ou regularizar suas situações.

No dia 2 de outubro, acontece o 1º turno das eleições nas quais os cidadãos votarão para presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual ou distrital. O segundo turno ocorrerá no dia 30 de outubro, apenas para os cargos de presidente e governador, se for necessário. De acordo com a Constituição Federal, o voto é obrigatório para todo brasileiro, nato ou naturalizado, alfabetizado, com idade entre 18 e 70 anos. Porém, é facultativo para quem tem 16 e 17 anos, para as pessoas com mais de 70 anos e para os analfabetos.

Faber chama a atenção para o fato de que estatísticas e pesquisas mostram que os jovens são um grupo que se distancia há anos dos assuntos relacionados à política. “Estamos muito orgulhosos das nossas conquistas, pois os voluntários do OSB estão agindo para reverter essa realidade por meio de várias ações de educação para cidadania, que gradativamente estão desenvolvendo conceitos nos jovens e reafirmando a responsabilidade de transformação que eles têm no presente e no futuro”, afirma.

SOBRE O OSB

O OSB é um espaço para o exercício da cidadania, democrático e apartidário, e que já se encontra presente em 150 municípios de 17 Estados brasileiros. Atua na prevenção da corrupção, controle e monitoramento dos gastos públicos, utilizando uma metodologia padronizada, com o objetivo de contribuir para a melhoria da gestão pública.

INVESTIDORES SOCIAIS DO OSB-LIMEIRA

Atlas, ACIL, Nosso Clube, Valor Ambiental, BluePex, Sicredi, Prevseg, Alfadimmi, Sicoob, GF Lanternas, Cozinha da Família, Don Francesco Pizzaria, PrevMed, Helpmóvel, Auto Peças Motoristas, Data System, Wise, Pralana, AirZap, Plant Defender, Fiat Impéria, Doutor Imposto de Renda, Data Smart, Solutions BI, Life Circo, Renove, Roque Imóveis, DrogaLim, Aspen Investimentos e Presscom Comunicação.

Com participação de 5 integrantes, evento terá foco também nas Eleições 2020

Com participação de 5 integrantes, evento terá foco também nas Eleições 2020

O Observatório Social do Brasil – Limeira reúne cinco de seus integrantes para uma live no dia 22 de julho, às 20 horas, que terá como tema Monitoramento da Câmara: Eleições e Cidadania. O objetivo é abordar os vários aspectos do trabalho que o OSB-Limeira desenvolve junto ao Legislativo municipal, com enfoque também nas Eleições 2020.

A live, com mediação de Alessandro Vieira, voluntário e consultor de marketing digital do OSB-Limeira, será transmitida no canal da instituição no YouTube e terá como debatedores:

>> Bruno Sampaio Barros: formado em Direito pela Universidade Paulista, pós-graduado em Compliance e Direito Anticorrupção pelo Complexo Educacional Renato Saraiva, advogado e investidor no mercado financeiro. Também é um dos fundadores e consultor de Produtos e Metodologia do OSB-Limeira

>> Mateus Ragazzo: advogado, pós-graduado em Direito Constitucional pelo Instituto Damásio de Direito. É membro da Comissão de Direito Constitucional da OAB-SP

>> Milton Pereira de Souza: formado em Letras pela UNIP, funcionário público aposentado, é atualmente coordenador do Grupo de Trabalho Câmara e membro do Conselho Administrativo do OSB-Limeira

>> Reginaldo Anderson Armelin: formado em Administração de Empresas pelo ISCA Faculdades e pós-graduado em Gestão Financeira pela Unimep. Voluntário do OSB-Limeira e membro do GT Câmara

SOBRE O OSB

O OSB é um espaço para o exercício da cidadania, democrático e apartidário, e que já se encontra presente em 150 municípios de 17 Estados brasileiros. Atua na prevenção da corrupção, controle e monitoramento dos gastos públicos, utilizando uma metodologia padronizada, com o objetivo de contribuir para a melhoria da gestão pública.

INVESTIDORES SOCIAIS DO OSB-LIMEIRA

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