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Informação qualificada fortalece a cidadania e orienta o debate sobre gênero

GT Mulheres mantém iniciativas de reflexão e debate e incentiva o acesso a conteúdos que abordam políticas voltadas às mulheres

O acesso à informação é um dos pilares da educação para a cidadania. Quando os dados e as análises são consolidados e confiáveis, a população tem melhores condições de compreender suas próprias demandas, acompanhar políticas públicas e participar mais ativamente da vida coletiva.

No Observatório Social do Brasil – Limeira, o Grupo de Trabalho Mulheres atua continuamente nesse sentido, mantendo iniciativas de diálogo e reflexão voltadas ao bem-estar e ao protagonismo feminino.

Um exemplo recente de publicação que nos traz esse tipo de análise e que dialoga com esse propósito é o livro “O que o Congresso pensa sobre as mulheres?: Produção legislativa e gênero no Brasil”, da advogada Marina Ganzarolli, publicado pela editora Jandaíra.

A obra, derivada da pesquisa de mestrado da autora na Faculdade de Direito da USP, reúne uma investigação ampla sobre como o Poder Legislativo brasileiro trata temas relacionados às mulheres. O estudo analisou mais de 1.400 projetos de lei e normas aprovadas desde a Constituição de 1988, abordando assuntos como violência de gênero, direitos reprodutivos e a apropriação de discursos feministas por grupos conservadores.

Ao divulgar obras e conteúdos que ampliam a compreensão sobre as políticas voltadas às mulheres, o GT Mulheres busca incentivar o acesso a análises consistentes e fortalecer a participação informada da sociedade. A iniciativa contribui para que a população acompanhe, com senso crítico, a produção legislativa e seus impactos sobre a vida das mulheres.

GT Mulheres do OSB-Limeira encerra o ano com balanço de atividades e planejamento para 2026

Grupo consolida projetos, amplia atuação e assume novos compromissos nas ações do Observatório

O Grupo de Trabalho Mulheres do Observatório Social do Brasil – Limeira realizou, no dia 27 de novembro, sua reunião de encerramento das atividades de 2025. Criado neste ano, o GT integra o esforço do OSB em ampliar o protagonismo feminino em suas ações e fortalecer a participação das mulheres em iniciativas de controle social e cidadania.

Em 2025, o grupo assumiu a coordenação da 6ª Caminhada Cidadã, realizada em 11 de outubro, em parceria com a Escola William Silva, no Parque Novo Mundo. Para 2026, o GT Mulheres continuará responsável pela organização das caminhadas, que serão realizadas sempre em conjunto com uma escola, com o objetivo de envolver estudantes e reforçar o caráter formativo da atividade.

O grupo também ficará à frente da apresentação dos dois grandes eventos anuais do OSB-Limeira: o Orçamento Transparente, em março, e o Agosto Transparente. Para cada um deles, está previsto um episódio especial de podcast produzido pelo próprio GT.

Além desses conteúdos, o grupo realizará mais quatro episódios ao longo do ano, sempre com convidadas para debater temas sensíveis às mulheres, como mercado de trabalho, violência, saúde, maternidade e outros assuntos ligados aos direitos femininos.

Outra iniciativa estruturada pelo GT em 2025 foi o Clube do Livro, no qual as integrantes se reúnem periodicamente para discutir obras relacionadas ao universo feminino, estimulando formação, reflexão e troca de experiências.

Na reunião de encerramento, as integrantes também definiram as responsabilidades para o próximo ano. Cada dupla ficará à frente da condução de uma das atividades previstas para 2026, garantindo organização, continuidade e fortalecimento das ações do grupo.

O OSB-Limeira seguirá acompanhando e apoiando o trabalho do GT Mulheres, reconhecendo sua importância para a promoção da cidadania e para a ampliação da participação feminina nas ações de transparência e controle social realizadas pela entidade.

Mulheres assumem quase metade das chefias de lares no Brasil, mostra Censo

Cresce presença feminina na condução familiar e econômica, mas seguem desafios ligados à vulnerabilidade social

De acordo com recorte do Censo 2022 recentemente divulgado, as mulheres são hoje responsáveis por 49,1% dos lares brasileiros, ou cerca de 35,6 milhões de domicílios, enquanto os homens chefiam 50,9% (aproximadamente 36,9 milhões).

Em 2010, apenas 38,7% dos domicílios tinham chefia feminina, o que mostra o avanço expressivo da presença das mulheres na condução familiar e econômica das casas.

A Região Nordeste concentra a maior proporção de lares com mulheres responsáveis: 10 estados têm mais de 50% dos domicílios chefiados por elas. O fenômeno, segundo o IBGE, está diretamente ligado à ampliação da independência econômica feminina e ao aumento da participação das mulheres no mercado de trabalho, que as tornou protagonistas também na gestão financeira da família.

Mas o avanço vem acompanhado de desafios. Lares liderados por mulheres, especialmente negras e pardas, enfrentam maiores índices de vulnerabilidade socioeconômica e insegurança alimentar. Aproximadamente três em cada 10 mulheres que chefiam o lar são mães solo, o que reforça a necessidade de políticas públicas voltadas ao apoio social, educacional e profissional desse grupo.

Os dados do Censo evidenciam que a presença feminina na chefia de família não é apenas um reflexo de mudanças culturais, mas também um indicativo de transformação social. Ao assumir o papel de principais provedoras, essas mulheres impulsionam o desenvolvimento econômico, a autonomia pessoal e a formação de novas referências dentro da sociedade.

Para o Grupo de Trabalho Mulheres do Observatório Social do Brasil – Limeira, compreender e divulgar esses números é uma forma de promover a cidadania, valorizar o protagonismo feminino e fortalecer ações que ampliem as oportunidades e reduzam desigualdades.

Câmara dos Deputados aprova importantes projetos voltados à saúde da mulher

Textos sobre menstruação de trabalhadoras e mortalidade materna ainda deverão ser analisados pelo Senado

Em 28 de outubro, a Câmara dos Deputados aprovou dois projetos de lei de grande relevância para a saúde da mulher. Ambos seguirão agora para análise no Senado.

O primeiro projeto prevê licença de até dois dias consecutivos por mês para mulheres que enfrentam sintomas graves associados à menstruação. A medida valerá para trabalhadoras com carteira assinada, estagiárias e empregadas domésticas, mediante apresentação de laudo médico que comprove as condições debilitantes.

A proposta é considerada um instrumento de equidade e prevenção em saúde ocupacional, reconhecendo as especificidades femininas na legislação trabalhista.

O segundo projeto cria um programa nacional para reduzir a mortalidade materna no Sistema Único de Saúde (SUS). Entre as ações previstas, estão a identificação de riscos e o manejo das principais causas de morte ou doença, a promoção do parto humanizado, o oferecimento de suporte especializado, inclusive por teleconsulta, e a formação continuada de profissionais de saúde em cooperação com instituições de ensino.

O programa também institui a Semana Nacional de Conscientização sobre a Redução da Morbimortalidade Materna, a ser realizada anualmente entre 21 e 28 de maio, com foco em campanhas educativas sobre pré-natal, parto e puerpério.

A redução da mortalidade materna é tema incluído no Mapa de Riscos de Limeira, base para o Termo de Compromisso 2025-2028 elaborado pelo Observatório Social do Brasil – Limeira, com apoio de instituições da sociedade civil, e assinado pelo prefeito e por todos os vereadores eleitos.

O Grupo de Trabalho Mulheres do OSB-Limeira acompanha de perto todas as iniciativas que impactam o bem-estar feminino.

O grupo mantém atenção constante às iniciativas que impactam diretamente a vida das mulheres, acompanhando políticas e projetos que promovam proteção, bem-estar, prevenção de riscos e igualdade de oportunidades.

Cidadania também é cuidar: a importância de levar informação sobre câncer de mama a quem tem menos acesso

GT Mulheres do OSB-Limeira reforça a necessidade de ampliar o alcance das ações do Outubro Rosa

A campanha Outubro Rosa é um importante momento para reforçar a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama, mas também uma oportunidade de exercitar a cidadania.

A Prefeitura de Limeira lançou a campanha “Círculo Rosa – Juntas pela Prevenção”, que está oferecendo 4.500 mamografias gratuitas a mulheres de 40 a 74 anos, mediante agendamento nas Unidades Básicas de Saúde. A ação conta com o apoio do Fundo Social, da Santa Casa, da Associação Limeirense de Carinho e Cuidado (Alicc) e do Ambulatório Médico de Especialidades (AME).

O Observatório Social do Brasil – Limeira, por meio do Grupo de Trabalho Mulheres, valoriza iniciativas que ampliam o acesso à informação e aos serviços de saúde, especialmente entre aquelas que têm menos oportunidades de obtê-los, como mulheres idosas, de baixa renda ou jovens sem acompanhamento regular.

Mais do que campanhas pontuais, é essencial que a sociedade se envolva ativamente nesse processo. Cada cidadão pode colaborar, compartilhando informações confiáveis e incentivando outras pessoas a buscarem atendimento preventivo.

Preocupar-se com a saúde do outro é também um ato de cidadania. E o Outubro Rosa é um lembrete de que cuidar e informar são gestos que fortalecem toda a comunidade.

Estudo técnico aponta crescimento da demanda por creches em Limeira

Análise evidencia impacto das transformações familiares e do trabalho feminino na procura por vagas na educação infantil

Um estudo técnico encomendado pela vereadora Mariana Calsa, apresentado em agosto, mostra que, apesar da queda na taxa de fecundidade, a demanda por vagas em creches segue crescendo em Limeira.

Elaborado por Amanda Marques de Oliveira, consultora técnica em Ciências Sociais e Gestão Pública, o levantamento evidencia como mudanças no modelo familiar, a entrada massiva das mulheres no mercado de trabalho e a redução do cuidado informal dentro das famílias ampliaram a necessidade de serviços formais de educação infantil.

Em Limeira, entre 2009 e 2020, a proporção de crianças atendidas em creches municipais quase dobrou, e o número de vagas públicas e conveniadas cresceu 76%. Atualmente, cerca de 60% das crianças de 0 a 3 anos estão matriculadas, mas ainda há fila de espera de aproximadamente mil crianças. O estudo também aponta a judicialização frequente, com uma ação da Defensoria Pública a cada seis dias em 2024 para garantir vagas.

A pesquisa destaca ainda a Lei Federal nº 14.851/2024, que obriga os municípios a levantarem anualmente a demanda por vagas em creches, estabelecendo critérios de priorização e vinculando o acesso a recursos federais ao cumprimento dessa obrigação. Para Limeira, o estudo aponta a oportunidade de readequar recursos da rede de ensino em função da queda prevista na população em idade escolar do ensino fundamental, favorecendo a expansão da educação infantil.

O Observatório Social do Brasil – Limeira vem acompanhando o tema como prioritário, fazendo com que constasse do Mapa de Riscos que serviu de base para o Termo de Compromisso com Limeira 2025-2028. O Grupo de Trabalho Mulheres participou de audiência pública sobre o assunto na Câmara em setembro e, recentemente, destacou a temática em podcast com a especialista em Estudos de Gênero Thays Prado, vice-presidente da Foresight Europe Network.

O estudo técnico confirma que, mesmo com menos nascimentos, a procura por creches cresce continuamente, exigindo planejamento estruturado, atenção à judicialização e alinhamento à nova legislação para garantir recursos e ampliar a cobertura de forma eficiente.

Audiência reúne relatos e dados sobre falta de vagas em creches no município

Discussão aponta riscos para crianças e reforça a importância de políticas públicas eficazes

A Comissão de Educação e Ciências da Câmara de Limeira realizou em 17 de setembro uma audiência pública para discutir a fila de espera por vagas em creches no município. O Grupo de Trabalho Mulheres do Observatório Social do Brasil – Limeira foi representado pelas integrantes Dani Paulino e Maria Beatriz Milaré.

Segundo a Secretaria Municipal de Educação, o déficit atual é de 1.018 vagas. O Conselho Tutelar destacou a falta de respostas a ofícios encaminhados à pasta sobre a garantia de direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente.

O debate reuniu relatos de mães e avós que enfrentam dificuldades para trabalhar sem ter onde deixar seus filhos e netos, chegando a recorrer a soluções precárias, como cuidados assumidos por idosos doentes ou adolescentes que têm que faltar às aulas. Também foram mencionados riscos à segurança das crianças que permanecem em casa ou nas ruas.

Entre os dados apresentados, destacou-se a negativa de 482 vagas na região do Jardim Aeroporto, além da baixa oferta para a faixa etária de maior demanda. A proporção de um cuidador para seis crianças em Limeira, acima da referência nacional de um para cinco, também foi considerada preocupante.

Representantes do poder público e de instituições ligadas à infância defenderam a ampliação de vagas, a transparência na lista de espera e soluções que conciliem qualidade no atendimento e localização adequada das unidades. O governo municipal reafirmou o compromisso de zerar a fila no próximo ano letivo.

A falta de vagas em creches integra o Mapa de Riscos de Limeira, elaborado pelo OSB-Limeira, e que serviu de base para a construção do Termo de Compromisso com Limeira 2025-2028.

Podcast Se Liga, Cidadão – Corte do 7º episódio – Mortalidade materna

Com sua experiência de farmacêutica, Maria Aldrigui, integrante do Grupo de Trabalho Mulheres, mostra sua preocupação com a mortalidade materna neste corte do episódio mais recente do podcast Se Liga, Cidadão!, do Observatório Social do Brasil – Limeira.

Maria comenta que, apesar da evolução científica e tecnológica, as mulheres ainda morrem no parto ou poucos dias depois.

O bate-papo, gravado ao vivo no Studio’s House, teve como convidada especial Thays Prado, especialista em Estudos de Gênero, futurista feminista, roteirista, documentarista e vice-presidente da Foresight Europe Network.

Durante a conversa, foram abordadas as conexões entre dados públicos e igualdade de gênero e debatidos os principais indicadores de risco de Limeira envolvendo mulheres.

O episódio completo está disponível aqui.

 

Corte – 7º episódio do podcast Se Liga, Cidadão!, conduzido pelo GT Mulheres

Neste corte do episódio mais recente do podcast Se Liga, Cidadão! do OSB-Limeira, um trecho do bate-papo que debateu temas importantíssimos.

Thays Prado, especialista em Estudos de Gênero e vice-presidente da Foresight Europe Network, fala sobre dados públicos, igualdade de gênero e indicadores de risco para mulheres em Limeira.

O episódio completo está disponível aqui.

Live do GT Mulheres com Thays Prado discutirá indicadores de gênero em Limeira em 18 de agosto

Vice-presidente da Foresight Europe Network debaterá caminhos para cidades mais inclusivas

Thays Prado, especialista em Estudos de Gênero, futurista feminista, roteirista, documentarista e vice-presidente da Foresight Europe Network, é a convidada do novo episódio do podcast do Observatório Social do Brasil – Limeira, o Se Liga, Cidadão!. O bate-papo será gravado ao vivo no dia 18 de agosto, às 18h, no Studio’s House, com transmissão em tempo real pelo canal do OSB-Limeira no YouTube (@osblimeira362).

A live será conduzida pelo Grupo de Trabalho Mulheres do OSB-Limeira. Além da convidada internacional, o episódio contará com a presença da coordenadora do GT Mulheres, Juliana Osti, e de outras integrantes do grupo. Durante a conversa, Thays vai abordar as conexões entre dados públicos e igualdade de gênero, além de discutir os principais indicadores de risco de Limeira envolvendo mulheres.

A relação entre a falta de vagas em creches e o aumento da vulnerabilidade feminina, por exemplo, será um dos pontos centrais da entrevista. Thays defende que a expansão desse serviço é uma medida estratégica que impacta positivamente outras áreas, como saúde, renda e proteção contra a violência.

A especialista também propõe uma abordagem mais inclusiva sobre desigualdades sociais, incorporando homens e meninos na discussão de políticas públicas sensíveis ao gênero. Para Thays, ampliar o olhar sem perder o foco nas especificidades das mulheres é essencial para construir cidades mais justas e sustentáveis.

Após a transmissão, trechos temáticos serão publicados nas redes sociais do OSB-Limeira.