Nos dias 26 de janeiro e 02 de fevereiro voluntários de Limeira, estiveram reunidos, das 8h30 às 12h30, para a atualização do planejamento estratégico anual do Observatório Social do Brasil – Limeira.
Dentre os trabalhos destacam-se:
1.) Atualização da missão e valores, em especial para a inclusão do conceito "integridade empresarial";
2.) Atualização da matriz swot com relação às forças, oportunidades, fraquezas e ameaças.
3.) Desenho do Mapa Estratégico, sob três eixos Cidadãos e Sociedade, Processos Internos e Tecnologia e Pessoas, bem como o incremento do conceito "empresa social" para o desenvolvimento social, desde que, alinhado com o painel estratégico.
4.) Linha Axial da Visão Estratégica para os próximos cinco anos na perspectiva macro
5.) Objetivos Estratégicos
6.) Objetivos x projetos estratégicos
7.) Iniciativas de Estratégias
Inicio das reuniões mensais do grupo de trabalho: a partir de 06 de fevereiro às 18h30.
Demais informações: limeira@osbrasil.org.br ou 98813-0544

A primeira edição do OSB em Ação, deste ano, foi realizada no último dia 31 de janeiro, das 18h30 às 19h30, na sede da Associação Comercial e Industrial de Limeira (Acil).
Na ocasião recebemos uma comitiva da cidade de Araras/SP para conhecer os trabalhos em Limeira nas quatro frentes de trabalho:
1.) Monitoramento do Legislativo Municipal, todas as Sessões e, também, das informações do Portal da Transparência
2.) Licitações – Gestão e Transparência
3.) Obra Transparente (acompanhamento da construção de creches municipais que contam com verbas federais)
4.) Educação Fiscal e Cidadania
Na ocasião recebemos aproximadamente 25 pessoas interessadas.
Demais informações: limeira@osbrasil.org.br 98813-0544

Depois de análise e suspensão das licitações, novo edital apresenta economia de mais de 1 milhão de reais nas obras. Esse caso de Araucária é um ótimo exemplo do potencial preventivo do controle social, evitando situações prejudiciais ao interesse público local, como o desperdício de recursos públicos e uma contratação com vícios.
Bora lá aprender com este estudo de caso!
Confira a matéria completa através do link: http://osbrasil.org.br/caso-de-obras-em-araucaria-analisado-pela-equipe-do-projeto-obra-transparente-se-tornou-jurisprudencia/

Reconhecer e valorizar histórias inspiradoras de cidadãos brasileiros que, longe dos holofotes, são agentes de mudança no Brasil.
Confira na reportagem:
http://osbrasil.org.br/roni-enara-diretora-executiva-do-osb-vence-o-premio-veja-se/
E, aí vc quer mudança? Vai mudar de país ou de atitude?
Juntos por um Brasil com mais atitude pq torcer ou reclamar não tá valendo ;)

Limeira também participou (e participa) deste projeto.
Acompanhamos várias obras com repasse de verbas federais, desde o edital até a construção, inclusive com fotos pra evidenciar os trabalhos !
Participe e faça de 2019 sua resolução pra construção de uma nova sociedade mais justa e transparente!
Juntos por um Brasil com mais ações e menos discussões ;)
Confira alguns detalhes na reportagem através do link abaixo.
http://osbrasil.org.br/parceria-entre-osb-e-transparencia-brasil-e-destaque-no-jornal-nacional/
Demais informações: 98813-0544 ou limeira.obras@osbrasil.org.br

No último dia 14 de dezembro de 2018 , das 9h às 10h30, no Plenário da Câmara Municipal de Limeira, foi apresentado pelo presidente do Conselho Administrativo do Observatório Social do Brasil – Limeira, Raul Soares Groppo, o relatório sobre as atividades do Poder Legislativo Municipal, com base nos dados coletados pelos voluntários durante as sessões da Câmara e auditados através do respectivo Portal da Transparência.
Participaram do encontro vereadores, assessores e público em geral.
Demais informações: (19) 98813-0544 / limeira@osbrasil.org.br / www.osblimeira.org.br
Terceira turma realizada na sede do Ciesp/Limeira, nos dias 12 e 14 de novembro de 2018.
Parabenizamos e agradecemos ao Sebrae pelo êxito no aprendizado oferecido, totalmente gratuito.
Para 2019 teremos novas turmas, interessados favor contatar-nos através do whats: (19) 98813-0544 ou e-mail: limeira.licitacoes@osbrasil.org.br

Agradecemos os participantes da Assembleia Geral das Eleições do Conselho Administrativo e Fiscal do Observatório Social do Brasil – Limeira (biênio 2019/2020), realizada no dia 31 de outubro de 2018, possibilitando-nos validar esse importante processo democrático.
Confira abaixo a composição da chapa eleita. Porque transparência, a gente vê por aqui !
Conselho Administrativo – biênio 2019/2020:
Presidente: Raul Soares Groppo
Vice Presidente de Assuntos Administrativos e Financeiro: Luciano José Faber
Vice Presidente de Assuntos de Produtos e Metodologia: Bruno Sampaio Barros
Vice Presidente de Assuntos de Controle e Defesa Social: Michel Dias da Cunha
Vice Presidente de Assuntos Institucionais e de Alianças: Cássio Campos Degan
Conselho Fiscal – biênio 2019/2020:
Titulares: Valter Ap. Koppe Antônio Ademir Bobice José Roberto Estrella Camargo
Suplentes: Denise B. Marchetti Pablo Ademir Bobice Rui Zaccaria
Demais informações:
www.osblimeira.org.br whats: 98813-0544 e-mail: limeira@osbradil.org.br
Participem, também, dos próximos encontros públicos (OSB em Ação, sempre na última quarta-feira do mês) pra melhor conhecerem os trabalhos, esclarecer dúvidas ou ainda pra sugestões e críticas.
Nosso muito obrigado !
Porque cidadania não se discute, se exerce !!!!
Dados serão divulgados no fim do ano; sessões são acompanhadas
Nani Camargo
Câmara Municipal de Limeira

O Observatório Social do Brasil em Limeira faz o acompanhamento semanal de todas as sessões da Câmara Municipal. Um amplo relatório da atividade legislativa da Casa e de cada Vereador está sendo produzido e os dados devem ser divulgados no fim deste ano.
"Temos o ano de 2017 já compilado e de 2018 em andamento. Fazemos um trabalho construtivo e vamos fazer uma rodada alinhamento com vereadores para falar da nossa metodologia de apuração", disse Raul Soares Groppo, presidente do Conselho de Administração do Observatório. Ele e Lizy Sampaio Barros, coordenadora do Projeto Câmara de Vereadores, estiveram na Casa e apresentaram o esboço dos resultados do levantamento ao secretário Legislativo, Hugo Nogueira Luz.
De acordo com os dois representantes, o grupo faz o acompanhamento das sessões ordinárias, conferindo a presença dos vereadores, horário de chegada e o que foi discutido. O acompanhamento também é feito com os dados fornecidos pelo Portal da Transparência da Câmara. Na visita, foi apresentado o projeto, metodologia e amostragem de dados coletados ao secretário legislativo. Groppo disse que o objetivo da ONG é ser uma ferramenta para levar o trabalho dos vereadores à população de forma construtiva.
O Observatório Social do Brasil é uma organização não governamental que não tem fins lucrativos, é apartidária e não fundos públicos. "A intenção, num primeiro momento, é que a população se conecte com a atividade legislativa, seja presencial, seja via portal da transparência, para ter vivência dos dados que são gerados e do trabalho efetivo dos vereadores", informou Groppo.
Fonte: Gazeta de Limeira
Roni Enara, finalista do Prêmio VEJA-se, comanda uma rede de voluntários que combate o desvio de dinheiro público em 135 prefeituras.
Por Eduardo Burckhardt
access_time19 out 2018, 07h00

VIGILÂNCIA - Há dez anos Roni Enara respira os descasos com o dinheiro dos contribuintes. “Vivo isso dia e noite, não tem como desligar”, diz ela (Pablo Saborido/VEJA)
Um empresário aceitaria pagar o valor de um automóvel popular usado por um carrinho de limpeza? Uma dona de casa inclui na lista de compras papel higiênico suficiente para sua família usar por vinte anos? E que tal desembolsar 12,90 reais por um cálice de plástico que vale menos que uma goma de mascar? A resposta óbvia a essas questões qualquer cidadão sabe. Na gestão pública, porém, tais disparates às vezes parecem não causar assombro. As três perguntas acima têm base em casos reais, documentados em licitações de prefeituras brasileiras. Por sorte, as negociações não vingaram. Quem fez o alerta sobre as anomalias e salvou os cofres municipais de desfalques da ordem de milhões de reais foram as equipes do Observatório Social do Brasil (OSB), uma rede de mais de 3 000 voluntários e especialistas que fiscaliza o uso de dinheiro público em prefeituras e câmaras de vereadores. No comando operacional desse batalhão está a assistente social Roni Enara, diretora executiva do OSB e finalista do Prêmio VEJA-se na categoria Políticas Públicas.
O estopim para o surgimento da rede foi, evidentemente, um escândalo de corrupção. No início dos anos 2000, os moradores de Maringá, no Paraná, acompanharam estupefatos o desenrolar de denúncias que culminaram no afastamento do prefeito, na prisão do secretário da Fazenda e no desfalque de 115 milhões de reais nos cofres públicos. “Nós nos perguntávamos como não vimos tudo acontecer bem debaixo do nosso nariz”, lembra Roni. Da indignação de um grupo de cidadãos nasceu a ideia de criar um sistema de fiscalização do poder público — para evitar repetir essa pergunta outras vezes. Em 2005, foi instituído o pioneiro Observatório Social de Maringá. Atualmente, a rede atua em 135 cidades, distribuídas por dezesseis estados, e há uma fila de cinquenta municípios nos trâmites do processo de filiação.
Ela confessa que muitas vezes precisa guardar para si a revolta perante casos de desonestidade
O grande trunfo da metodologia OSB está em antecipar-se às fraudes ou aos erros que custam caro ao contribuinte. Dedica-se empenho especial às licitações municipais, a seara preferida dos políticos para embutir tramoias nas entrelinhas. Em cada observatório, uma equipe formada por voluntários e técnicos mergulha nas letras miúdas dos editais e acompanha o processo até a entrega dos bens e serviços. Quando se descobre alguma irregularidade, avisa-se a prefeitura. Casos sem solução nessa etapa são encaminhados para a Câmara de Vereadores. Passou em branco por eles? É hora da cartada final, recorrendo-se aos órgãos de fiscalização, como o Ministério Público e o Tribunal de Contas. “Não há espaço para achismos, fazemos tudo no arrazoado legal e já chegamos com o calhamaço de dados”, diz Roni. Há situações mais urgentes, no entanto, que os obrigam a pular etapas. Na cidade de Paranaguá (PR), em 2015, uma licitação de 10 milhões de reais em produtos de higiene e limpeza foi direto para o MP depois que a prefeitura ignorou os alertas. O pregão foi cancelado e evitou-se a compra de papel higiênico suficiente para suprir as necessidades de toda a população, de 150 000 habitantes, por duas décadas.
As licitações “viciadas” também estão na mira. É prática em muitas prefeituras divulgar apenas à boca pequena os certames. Cria-se assim um terreno fértil para preços inflacionados e o loteamento das licitações entre os mesmos fornecedores. O OSB conseguiu romper esse ciclo. Por meio de uma plataforma digital, divulga os editais para o maior número de empresas possível. Paralelamente, promove a capacitação de pequenos empresários locais para que eles entendam os meandros do processo e entrem na disputa. Dessa forma, amplia o número de fornecedores, estimula a concorrência e impulsiona o desenvolvimento econômico regional. “Conseguimos aumentar de três para nove a média de empresas participantes nos editais”, diz Roni. Em um pregão eletrônico da prefeitura de Ponta Grossa (PR), em 2015, 32 fornecedores entraram na disputa. Como resultado, o edital, estimado em 22 milhões de reais, fechou pela metade do valor e exterminou as tentativas de sobrepreço — o tal carrinho de limpeza orçado em 20 000 reais saiu por apenas 418 reais.
O Observatório Social do Brasil avalia que seu conjunto de ações tenha rendido, desde 2013, uma economia de 3 bilhões de reais aos cofres das cidades nas quais atua. Na ponta de lança da rede estão profissionais liberais, professores, contadores, empresários, estudantes, donas de casa e aposentados que decidiram partir para a ação. Do “quartel-general” em Curitiba (PR), Roni coordena o time que dá suporte aos voluntários com orientação técnica, amparo tecnológico e capacitação na metodologia. A assistente social também acompanha a criação de outros observatórios pelo país. O processo envolve checar se os solicitantes têm ligações partidárias (o que os vetaria de imediato), estreitar os laços com o Ministério Público e conquistar o apoio do máximo de entidades do município, como sindicatos patronais, universidades e clubes de serviços, caso de Rotary e Lions. “Quanto maior a representatividade, mais forte o poder de ação e de pressão daquele observatório”, explica Roni. É desse apoio também que vêm os recursos para manter as estruturas locais.
Lidar diariamente com o descaso relacionado ao dinheiro dos contribuintes não é tarefa fácil, mesmo para Roni, há dez anos na direção executiva do OSB. “Vivo isso dia e noite, não tem como desligar”, diz. Ela confessa que muitas vezes precisa guardar para si a revolta perante casos de desonestidade evidente de políticos e empresários. Prefere combatê-los com dados. “O ataque e o estardalhaço puro e simples não vão resolver”, explica. “Nosso objetivo não é fazer uma caça aos corruptos, mas zelar pela qualidade na aplicação dos recursos públicos e construir um jeito novo de fazer política.”
Publicado em VEJA de 24 de outubro de 2018, edição nº 2605
https://veja.abril.com.br/revista-veja/guardioes-contra-a-corrupcao/